Cordões de inclusão ganham espaço e ajudam a identificar deficiências ocultas no Brasil
Os chamados cordões de inclusão, também conhecidos como cordões de acessibilidade, têm se tornado cada vez mais presentes em espaços públicos e privados no Brasil. Utilizados como forma de identificação para pessoas com deficiências ocultas — aquelas que não são facilmente perceptíveis —, eles contribuem para garantir atendimento prioritário, mais empatia e compreensão no dia a dia.
Entre os modelos mais conhecidos estão o cordão de girassol e o de quebra-cabeça, ambos amplamente adotados no país. O cordão de girassol, com fundo verde e estampas da flor, é considerado o padrão oficial brasileiro para identificar pessoas com deficiências invisíveis, conforme estabelece a Lei 17.897. Ele abrange condições como autismo, TDAH, surdez, fibromialgia e doenças raras, sendo um símbolo mais geral e inclusivo.
Já o cordão com estampa de peças de quebra-cabeça é voltado especificamente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, representando a complexidade e a singularidade do autismo. Outro símbolo bastante utilizado é o cordão com o desenho do infinito colorido, associado à neurodiversidade e frequentemente adotado por pessoas autistas ou com TDAH como forma de valorização das diferenças neurológicas.
Além desses, há ainda outras cores com significados específicos. O cordão roxo, por exemplo, costuma ser usado por pessoas com condições como epilepsia, lúpus ou fibromialgia, indicando a possibilidade de sintomas súbitos. Já os cordões nas cores vermelho ou laranja estão relacionados a dificuldades de comunicação, transtornos como TDAH ou sensibilidade sensorial.
A principal função desses cordões é sinalizar a necessidade de um atendimento diferenciado em locais como aeroportos, supermercados, hospitais e repartições públicas. Com isso, profissionais podem oferecer suporte adequado, respeitar o tempo do indivíduo e facilitar a comunicação, reduzindo barreiras e promovendo mais inclusão na sociedade.
Especialistas destacam que a iniciativa vai além da identificação: trata-se de uma ferramenta de conscientização, que incentiva o respeito às diferenças e contribui para uma convivência mais empática e acessível para todos.
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