Crise animal em Amargosa escancara omissão da prefeitura e da gestão de Getúlio Sampaio

Moradores de Amargosa têm manifestado crescente indignação diante do que classificam como abandono e falta de políticas públicas voltadas à proteção animal no município. As críticas são direcionadas à gestão do prefeito Getúlio Sampaio, que enfrenta pressão popular ainda em seu primeiro mandato.

De acordo com relatos da população, a cidade vive uma situação preocupante, marcada pela superpopulação de animais de rua, especialmente cães e gatos. No centro da cidade, é comum encontrar animais em estado de desnutrição, sede, doenças e até vítimas de atropelamentos, o que levanta alertas não apenas para o bem-estar animal, mas também para a saúde pública.

Entre as principais reivindicações dos moradores está a implantação de políticas efetivas, como castramóveis e programas de microchipagem, que possam ajudar no controle populacional e na identificação dos animais. Um médico veterinário da cidade destacou a gravidade do cenário:

“É necessário meios efetivos que controlem a superpopulação e abandono dos animais de rua. Muitos cães daqui estão apresentando sarna e TVT, e o custeio do tratamento tem sido feito por meio de vaquinhas organizadas por protetores e colegas de profissão.”

Sem o suporte do poder público, moradores e protetores independentes têm assumido a responsabilidade de alimentar, medicar e acolher animais feridos ou doentes. A ausência de clínicas veterinárias públicas agrava ainda mais a situação.

Um idoso, que junto com a esposa ajuda a cuidar de animais em situação de rua, fez duras críticas à gestão municipal:

“É um retrocesso. Só pensam em festa, em São João, enquanto os animais estão morrendo de fome, magros e doentes.”

A mobilização popular tem ganhado força. Protetores e cidadãos afirmam que pretendem acionar o Ministério Público para exigir providências urgentes, alegando que o problema já configura risco de proliferação de zoonoses e sofrimento generalizado dos animais.

Além dos cães e gatos, a situação também afeta animais de grande porte. Cavalos e até bovinos têm sido vistos soltos em vias públicas, inclusive nas proximidades da sede da prefeitura. Um caso recente relembra o perigo: no ano passado, um equino foi atropelado na BA-046, rodovia que liga Amargosa ao município de Milagres.

Uma moradora relatou ter se deparado com animais soltos em área urbana:

“Semana passada havia três cavalos e um boi próximo à Avenida Dona Verde. Passei bem devagar com o carro para não assustá-los.”

Diante desse cenário, protetores e profissionais da área veterinária seguem atuando de forma independente para minimizar os danos, promovendo cuidados emergenciais e incentivando a adoção responsável — ações que, segundo eles, deveriam partir do poder público municipal.

A população aguarda respostas e medidas concretas para enfrentar o problema, que já é considerado uma crise ética e de saúde pública em Amargosa.

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